sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Deputados Federais participam de reunião na FAEPA

FAEPA - Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba


O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), Mário Borba, se reúne, na manhã da próxima segunda-feira, 18/02, com os deputados federais Leonardo Gadelha (PSC), Efraim Filho (DEM) e Manoel Júnior (PMDB).

A reunião, que acontece às 10h, na sede da FAEPA, contará também com a participação dos membros da Comissão de Leite da FAEPA e tem o objetivo de apresentar aos parlamentares a realidade vivida hoje pelos produtores de leite e buscar soluções emergenciais e permanentes para os principais gargalos da produção leiteira na Paraíba.


Assessoria de Comunicação Social FAEPA/SENAR-PB
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ricardo lança Programa que vai beneficiar 20 mil produtores rurais



O governador Ricardo Coutinho vai lançar, nesta sexta-feira (15), às 10h, no Parque de Exposições de Campina Grande, o Programa Palma Resistente, cujo objetivo é combater a praga da cochonilha do carmim, que nos últimos anos tem dizimado a produção da palma forrageira na Paraíba. Durante a solenidade, serão distribuídas 200 mil raquetes de palma resistente à praga de um total de 4,5 milhões que serão entregues na primeira etapa do programa. Serão beneficiados 20 mil produtores rurais.

Além das raquetes, a Sedap fará a entrega simbólica de um caminhão adquirido para suprir as necessidades do programa. O Gabinete da Palma e a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa) orientarão os agricultores por meio de minicursos e apresentações sobre o manejo correto de plantio da palma, a fim de que a cultura resistente atenda plenamente as necessidades  do produtor.

O programa “Palma Resistente” é um conjunto de projetos – alguns de ação imediata e outros estruturantes –  que pretende sanar o problema da praga da cochonilha no Estado com a distribuição e multiplicação de variedades de palma resistente. “O programa atua na ajuda emergencial ao produtor que sofre com essa severa estiagem, mas também se direciona para uma prática estruturante da garantia da palma resistente no futuro”, enfatizou o secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista,

Inicialmente, o programa conta com dois projetos. A primeira grande ação será a execução do projeto de fomento e distribuição de 4,5 milhões de raquetes de palma resistente, que foi elaborado pela Sedap em parceria com a Emepa. A intenção é que cada agricultor de todas as regiões do Estado receba 1000 raquetes de palma resistente. “Essa primeira ação do programa é uma resposta imediata às necessidades do agricultor que sofre com essa estiagem. O agricultor sabe a importância dessa palma nesse período difícil de seca”, comentou Marenilson Batista.

As solicitações de palma feitas pelas prefeituras e sindicatos estão sendo cruzadas por funcionários da Sedap e da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), para que cada agricultor receba a quantidade necessária de raquetes. Nesta primeira ação serão distribuídas as variedades Palmepa PB1 e PB3, que foram desenvolvidas pela própria Emepa. “A eficácia desse programa está associada ao trabalho conjunto das empresas vinculadas à secretaria. A Sedap propôs os projetos, a Emepa desenvolveu as variedades e a Emater irá prestar assistência técnica para que o agricultor utilize de maneira correta a palma”, adiantou o secretário.

Ação estruturante – No segundo semestre do ano, entrará em execução um segundo projeto – este de maior escala, com caráter estruturante – que atenderá 20 mil produtores do Estado. Desenvolvida em parceria com o Gabinete de Palma, a ação visa à revitalização e tecnificação da cultura da palma no Estado, munindo cada agricultor com 10.000 mil raquetes de palma, um kit de irrigação, ferramentas e insumo, para a viabilização de 83 pontos de multiplicação da cultura resistente.

A estimativa é que, em 12 meses, os campos de multiplicação gerarão cerca de 13 milhões de raquetes de palma resistente das variedades Miúda, Orelha de elefante mexicana e Baiana. Marenilson Batista observou que a entrega das raquetes e dos materiais específicos para a multiplicação geram a situação ideal para uma política pública eficaz. “Esse segundo projeto é estruturante, autossustentável e inovador. Iremos entregar as raquetes, os kits de irrigação desenvolvidos pela própria Emepa, as ferramentas e os insumos, e ainda a assistência técnica da Emater. Ou seja, daremos todas as condições para que os próprios produtores consigam multiplicar seu plantio de palma, para que em breve o Estado esteja livre da praga da cochonilha”, explicou.

O programa Palma Resistente, que com esses dois projetos iniciais contabilizam um investimento de cerca de R$ 3,5 milhões, oriundos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza do Estado da Paraíba (Funcep), conta com a parceria de instituições como a Emepa, Emater, Insa, Gabinete da Palma, Sebrae e Faepa/Senar.

Outras ações – O secretário Marenilson Batista lembrou que a distribuição de palma resistente à praga da cochonilha do carmim já vinha sendo feita nesse período de estiagem. “Antes do lançamento do programa, o Governo do Estado já havia distribuído 500 mil raquetes e 200 mil mudas da variedade PB1, resistente à cochonilha”, comentou o secretário.

Outras ações de caráter emergencial também já estão sendo executadas para ajudar o agricultor familiar, como por exemplo a distribuição inicial de 19 mil toneladas de ração animal e mais uma remessa de 10 mil toneladas, que já estão sendo entregues aos produtores nas regiões mais afetadas pela estiagem.

Também estão sendo ofertadas mais de 3 mil toneladas de ração animal com preço subsidiado, beneficiando cerca de 7 mil agricultores, por meio do Programa Estadual de Ração Animal, em parceria com a Empresa Estadual de Abastecimento (Empasa). A saca com 50 kg de torta de algodão é vendida a R$ 30,00 e a de farelo de soja custa R$ 40,00. A silagem de milho e sorgo é repassada a R$ 0,30 o quilo.

Na última safra, 86.366 agricultores em 171 municípios aderiram ao programa Garantia Safra, recebendo o benefício de R$ 760,00 como seguro pela perda da produção por efeitos da estiagem. Além disso, o auxílio emergencial do programa Bolsa Estiagem contemplou 80.965 agricultores dos 195 municípios em estado de emergência. Na safra atual, 97 mil agricultores já aderiram ao programa.

www.paraiba.pb.gov.b

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Indústria quer instalar Centro de Referência em Pecuária Leiteira na PB



Durante audiência na manhã desta quinta-feira (17) com o governador Ricardo Coutinho, no Palácio da Redenção, o empresário Marcos Guedes, da indústria Laticínio Belo Vale, apresentou projeto de criação de um Centro de Referência para a Pecuária Leiteira na região das Várzeas de Sousa, no Sertão paraibano.

Marcos Guedes disse que a idéia do projeto é criar um centro que possa formar os produtores de leite da região sobre gestão, mercado e manejo do leite.  O centro seria estruturado com uma indústria de ração e, em um segundo momento, com uma indústria de leite tipo longa vida.

O empresário afirmou que experiências como estas foram adotadas com sucesso em Goiás e têm tudo para dar certo também na Paraíba. “A meta é criar uma mentalidade de gestão junto aos produtores, possibilitando o aumento e melhoria da qualidade da produção do leite no Sertão, que é uma das regiões mais propícias do Estado para a pecuária leiteira”, explicou Guedes.

O governador Ricardo Coutinho ressaltou que interessa  ao governo apostar no desenvolvimento da pecuária no Sertão, que detém 47,2% da produção leiteira do Estado. Ele destacou que o empresário Marcos Guedes é um empreendedor de visão e que engrandece a Paraíba ao consolidar a indústria de Laticínio Belo Vale, nascida em Sousa, e com filial em Jaboatão dos Guararapes, como uma das maiores do Nordeste.

A presidente da Cinep, Tatiana Domiciano, que também participou da audiência, destacou que o governo do Estado vai ser parceiro através da secretaria de Agropecuária e Pesca e da própria companhia de industrialização para concretizar a ideia. “É um projeto que entra no contexto da interiorização do desenvolvimento da Paraíba, neste caso em Sousa, onde a Belo Vale já está consolidada e pode consolidar a região como referência da produção leiteira”, completou.

A indústria Laticínio Belo Vale, produtora da marca Isis, está finalizando o projeto de ampliação em Sousa, que até 2015 vai triplicar a produção que hoje é de 80 mil litros de leite processados por dia. A previsão é que a partir de março a fábrica possa operar com sua capacidade ampliada, saindo dos atuais 370 para 420 funcionários.

O investimento no empreendimento foi de R$ 12 milhões.  De acordo com Marcos Guedes, o grupo decidiu investir na cidade de Sousa por ser a sede da empresa e por estar em posição estratégica para a distribuição dos produtos num raio de 360º, ou seja, para a Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e parte de Pernambuco.

A empresa Belo Vale comercializa em vários estados do Nordeste produtos à base de leite, como iogurtes, bebidas lácteas, bebidas à base de frutas, chás, requeijão cremoso, queijo mussarela, ricota, manteiga, nata e doce de leite.


paraiba.pb.gov.br

sábado, 29 de dezembro de 2012

Aprolp recebe Tanques de Resfriamento




A Associação dos Produtores de Leite do município de Piancó-PB, recebeu na última quinta feira 27/12, cinco (05) Tanques de Resfriamento no valor de 121.458,24 (Cento e vinte e um mil quatrocentos e cinquenta e oito reais e vinte e quatro centavos), com a capacidade (cada Tanque) de 2.500 (litros) e oito bombas de sucção; projeto realizado com o trabalho e esforços dos membros da associação, com a colaboração do Governo Estadual, Projeto Cooperar e do Banco Mundial, que selaram parcerias com a Associação e tornaram possível a aquisição destes tanques indispensáveis para a coleta e armazenamento do leite.

Os referidos Tanques foram instalados nos pontos de coletas (01) Sítio Brotas, (01) Sítio Cabeludo e (03) na sede da associação - Parque Elzir Nogueira Matos. Informação cedida pelo presidente da Associação Dejane Fábio.






sábado, 22 de dezembro de 2012

Governo prorroga "situação de emergência" em 195 municípios para amenizar efeitos da seca



O governo do Estado prorrogou por mais 180 dias a ‘situação de emergência’ para 195 municípios paraibanos, em decorrência da longa estiagem. De acordo com o secretário de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Marenilson Batista, “além da prorrogação da situação de emergência, muito oportuna neste momento, estão sendo realizadas a distribuição de água por meio de carros-pipas, distribuição de ração subsidiada e doada aos agricultores e criadores. Tudo para diminuir o sofrimento causados pela seca”, disse Marenilson.

A prorrogação da ‘situação de emergência’ no estado é reconhecida pelo governo federal, considerando que a seca tem provocado danos à subsistência e a saúde em diversos municípios, não apenas na Paraíba, mas em outros estados do Nordeste. Os municípios abaixo relacionados vivenciam os efeitos danosos do longo período de estiagem como, escassez de água e alimentação para o consumo humano e, principalmente, para os animais. 

Municípios em estado de emergência na Paraíba

ÁGUA BRANCA

AGUIAR

ALAGOA GRANDE

ALCANTIL

AMPARO

ARAÇAGÍ

ARARA

ARARUNA

AREIA

AREIA DE BARAÚNAS

BARRA DE SANTA ROSA

BARRA DE SÃO MIGUEL

BELÉM

BELÉM BREJO DO CRUZ

BERNARDINO BATISTA

BOA VENTURA

BOA VISTA

BOM JESUS

BOM SUCESSO

CABACEIRAS

CACHOEIRA DOS ÍNDIOS

CAIÇARA

CALDAS BRANDÃO

CAPIM

CATINGUEIRA

CONDADO

CONGO

CUITÉ DE MAMANGUAPE

CURRAL VELHO

DONA INÊS

DUAS ESTRADAS

GUARABIRA

GURINHÉM

IBIARA

IMACULADA

JOCA CLAUDINO

LAGOA SECA

MÃE D'AGUA

MATINHAS

MATO GROSSO

MULUNGU

OLIVEDOS

PARARI

PAULISTA

PEDRO RÉGIS

PILAR

PILÕES

PIRPIRITUBA

QUIXABA

RIO TINTO

SÃO JOSÉ DOS RAMOS

SERRA REDONDA

SERTÃOZINHO

SOBRADO

ALGODÃO DE JANDAÍRA

SÃO JOSÉ DA LAGOA TAPADA

APARECIDA

AREIAL

AROEIRAS

ASSUNÇÃO

BANANEIRAS

BARAÚNA

BARRA DE SANTANA

BONITO DE SANTA FÉ

BOQUEIRÃO

BREJO DO CRUZ

BREJO DOS SANTOS

CACIMBA DE AREIA

CACIMBA DE DENTRO

CACIMBAS

CAJAZEIRAS

CAJAZEIRINHAS

CAMALAÚ

CAMPINA GRANDE

CARAÚBAS

CARRAPATEIRA

CASSERENGUE

CATOLÉ DO ROCHA

CATURITÉ

CONCEIÇÃO

COREMAS

COXIXOLA

CUBATÍ

CUITÉ

DAMIÃO

DESTERRO

DIAMANTE

EMAS

ESPERANÇA

FAGUNDES

FREI MARTINHO

GADO BRAVO

IGARACY

INGÁ

ITABAIANA

ITAPORANGA

ITATUBA

JERICO

JUAZEIRINHO

JUNCO DE SERIDÓ

JURU

LAGOA

LAGOA DE DENTRO

LASTRO

LIVRAMENTO

LOGRADOURO

MALTA

MAMANGUAPE

MANAÍRA

MARIZÓPOLIS

MASSARANDUBA

MATURÉIA

MOGEIRO

MONTADAS

MONTE HOREBE

MONTEIRO

NATUBA

NAZAREZINHO

NOVA OLINDA

NOVA PALMEIRA

OLHO D'AGUA

OURO VELHO

NOVA FLORESTA

PASSAGEM

PATOS

PEDRA BRANCA

PEDRA LAVRADA

PIANCÓ

PICUÍ

POCINHOS

POÇO DANTAS

POÇO DE JOSÉ DE MOURA

POMBAL

PRATA

PRINCESA ISABEL

PUXINANÃ

QUEIMADAS

REMÍGIO

RIACHÃO

RIACHÃO DO BACAMARTE

RIACHO DE SANTO ANTONIO

RIACHO DOS CAVALOS

SALGADINHO

SALGADO DE SÃO FÉLIX

SANTA CECILIA

SANTA CRUZ

SANTA HELENA

SANTA INÊS

SANTA LUZIA

SANTA TEREZINHA

SANTANA DE MANGUEIRA

SANTANA DOS GARROTES

SANTO ANDRÉ

SÃO BENTINHO

SÃO BENTO

SÃO DOMINGOS

SÃO DOMINGOS DO CARIRI

SÃO FRANCISCO

SÃO JOÃO DO CARIRI

SÃO JOÃO DO RIO DO PEIXE

SÃO JOÃO DO TIGRE

SÃO JOSÉ DE CAIANA

SÃO JOSÉ DE ESPINHARAS

SÃO JOSÉ DE PIRANHAS

SÃO JOSÉ DE PRINCESA

SÃO JOSÉ DO BONFIM

SÃO JOSÉ DO BREJO DO CRUZ

SÃO JOSÉ DO SABUGÍ

SÃO JOSÉ DOS CORDEIROS

SÃO MAMEDE

SÃO MIGUEL DE TAIPÚ

SÃO SEBASTIÃO DE LAGOA DE ROÇA

SÃO SEBASTIÃO DO UMBUZEIRO

SÃO VICENTE DO SERIDÓ

SERRA BRANCA

SERRA DA RAIZ

SERRA GRANDE

SOLANEA

SOLEDADE

SOSSEGO

SOUSA

SUMÉ

TACIMA

TAPEROÁ

TAVARES

TEIXEIRA

TENÓRIO

TRIUNFO

UIRAÚNA

UMBUZEIRO

GURJÃO

VARZEA

VIEIRÓPOLIS

VISTA SERRANA

ZABELÊ

Fonte: secom-pb

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Governo tem R$ 20 milhões para comprar leite e faz apelo a produtores


O governador Ricardo Coutinho fez um apelo aos produtores para que garantam o fornecimento de leite e o Estado possa assegurar a manutenção do Programa do Leite na Paraíba. Segundo o governador, o Estado dispõe de R$ 20 milhões em caixa para comprar o produto.

Há nesse momento de estiagem uma queda na produção do leite, devido à dificuldade para alimentação do rebanho leiteiro, entre outros fatores que têm reduzido o volume de produção.

De acordo com Ricardo Coutinho, o governo tem oferecido valor de mercado ao preço do leite. O objetivo do programa é fornecer segurança alimentar e nutricional às famílias carentes, e garantir a venda da produção leiteira e renda aos pequenos produtores. “Estamos pagando o preço de mercado e ampliamos o programa com recursos próprios. Aumentamos R$ 0,10 no preço do litro do leite e mais R$ 0,05 pelo Governo Federal. Hoje, o litro custa ao produtor R$ 0,97 e quando soma o valor do laticínio sai a R$ 1,49. Já o litro do leite de cabra sai a R$ 1,97”, disse o governador.

Ao se referir às dificuldades causadas pelo longo período sem chuvas, o governador Ricardo Coutinho lembrou as medidas adotadas pelo Estado para convivência com a seca, que já é considerada pelos especialistas a maior dos últimos 40 anos.

Causas da redução da produção – “O produto está em falta por alguns motivos. O primeiro deles é que, se o gado come menos, produz menos. Segundo porque tivemos a diminuição dos laticínios em funcionamento após uma operação judicial. Entretanto, os laticínios que podem operar dão conta tranquilamente da metade da demanda. E o terceiro aspecto é que diante da situação de crise muitos produtores redirecionaram seu leite para o mercado privado”, lamentou.

O presidente da Fundação de Ação Comunitária (FAC), responsável pela gestão do Programa do Leite, Ramalho  Leite, informou que atualmente o programa abastece 60 municípios, uma quantidade bem inferior ao mês de maio, quando o programa foi suspenso.

“Por dia eram distribuídos grátis com famílias carentes 120 mil litros de leite. Atendiam o programa 26 laticínios, hoje são 22 em situação regular, mas por causa da baixa produção de leite apenas cerca de oito laticínios e 1.000 produtores  fornecem leite, de um total de 3.900 produtores cadastrados e legalizados”, disse o presidente.

Suspensão – O Programa do Leite foi suspenso durante quatro meses pelo Governo Federal a partir de uma operação da Polícia Federal que investigou, por mais de cinco anos (entre 2005 e 2011), supostas irregularidades praticadas por laticínios, produtores e servidores públicos. Hoje existe o Comando Fiscal Disque – FAC, através do telefone 0800-083-3219, instrumento de fiscalização. A população pode ligar para o telefone e denunciar irregularidades.

O programa está sendo reformulado para evitar que outros atos ilícitos ocorram. A FAC promoveu reuniões em Campina Grande e em Patos com produtores e representantes de laticínios mostrando os esforços do Governo para normalizar a distribuição que é direcionada a milhares de famílias paraibanas. Além do leite, o programa também distribui pão e fubá.

Compromisso e retomada – Para a retomada do programa, o governador Ricardo Coutinho fez várias gestões e tomou medidas saneadoras até que, em agosto deste ano, um termo de compromisso, entre Estado e Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), foi assinado em Brasília. No documento, o governador assumiu o compromisso de fiscalizar com mais rigor as empresas que beneficiam o leite comprado por meio do programa e monitora os pontos de distribuição.

A elaboração de um plano de providências foi exigida pelo MDS como condição para que voltassem os repasses de recursos. “Agora temos segurança para retomar o programa em outro patamar de qualidade”, disse, na ocasião, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, após conhecer o novo sistema adotado pelo Governo da Paraíba.

O Programa do Leite é uma das modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que tem por objetivo propiciar o consumo do leite a famílias na Paraíba que se encontram em estado de insegurança alimentar e nutricional, garantindo a compra do leite a aproximadamente 4 mil produtores. O programa atende diariamente mais de 120 mil famílias no Estado.

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

TV Globo exibe matéria sobre a estiagem que afeta a produção leiteira na Zona Rural de Sousa.


Pecuaristas do sertão do estado sofrem com os efeitos da seca. Os rebanhos estão se alimentando menos e a produção caiu. 

Na zona rural do município de Sousa, no sertão da Paraíba, é comum ver currais praticamente vazios. Sem chuva há mais de seis meses na região, o gado ficou sem pasto e está difícil até para matar a sede dos animais.

Na propriedade de Tomás Estrela, o rebanho reduzido se alimenta de uma mistura de silagem com farelo de milho. A ração teve que ser comprada no mercado e para isso, ele precisou vender seis cabeças. Mesmo assim, o alimento não foi suficiente, o gado perdeu peso e consequentemente, reduziu a produção de leite.

As 12 vacas leiteiras da propriedade produziam no ano passado até 90 litros de leite por dia. Hoje, a produção do mesmo rebanho caiu para 35 litros.

No começo do ano, quando choveu na região de Sousa, o preço do litro do leite era de R$ 0,75, hoje o valor chega a R$ 0,96, mas isto não significa lucro para o pequeno produtor. Com o alto custo de produção, a venda não dá nem para cobrir os prejuízos.

O reflexo da queda na produção já chega ao mercado. Sem leite, os laticínios da região reduziram o trabalho.

Em uma empresa de beneficiamento 55 mil litros de leite eram comprados por dia dos produtores locais, mas com a seca, a oferta caiu para 50%, o que forçou o empresário a comprar o produto industrializado no Sul do país.